sábado, 20 de outubro de 2007

Vitamina C não evita a gripe, diz estudo


Uma nova pesquisa afirma que tomar vitamina C não ajuda a evitar a gripe.


Robert Douglas, da Universidade Nacional da Austrália, e Harri Hemilla, da Universidade de Helsinki, na Finlândia, fizeram uma revisão da literatura científica publicada sobre o tema.

A partir de 55 estudos usados como referência, os pesquisadores disseram que "a incidência de gripe não foi alterada quando foram tomadas doses profiláticas de até dois gramas por dia". Segundo os autores, que publicam suas conclusões nesta terça-feira no Public Library of Science Medicine, as pessoas que tomam vitamina C têm as mesmas chances de pegar gripe que outras que tomaram placebos.


'Dúvida'

"A falta de efeito profilático da vitamina C na incidência da gripe em populações normais coloca em dúvida essa prática comum", dizem os dois pesquisadores. A dupla encontrou evidências de que a duração da gripe naqueles que tomam vitamina C é um pouco menor que em pessoas que não a tomam – uma redução média no tempo de duração de 14% em crianças e 8% em adultos.


O papel da vitamina C na prevenção e tratamento da gripe tem sido motivo de acirrados debates na comunidade científica nos últimos 60 anos. O interesse no assunto foi estimulado com a publicação, no anos 70, de um estudo sobre o tema feito pelo Prêmio Nobel de Química Linus Pauling.


Em seu livro, Vitamin C and the Common Cold (Vitamina C e a Gripe Comum), Pauling sugeria que grandes doses de vitamina C serviriam para evitar gripes e encurtar a sua duração.


Fonte: BBC

Morar com parceiro engorda a mulher

As mulheres engordam e comem de forma menos saudável quando moram com seus parceiros, segundo um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Newcastle, no norte da Inglaterra.

Por outro lado, os homens tendem a adotar hábitos mais saudáveis quando moram com suas parceiras. Os pesquisadores analisaram sete trabalhos sobre o tema e concluíram que a mudança ocorre porque um parceiro tenta agradar ao outro.

Os estudos analisaram hábitos alimentares de milhares de pessoas, casadas ou vivendo juntas, em várias partes do mundo, e revelaram o mesmo padrão de comportamento. Os homens passaram a ter uma dieta mais leve, com mais frutas e legumes, enquanto as mulheres passaram a comer mais pratos ricos em gordura e proteína animal.

Fonte: BBC

sábado, 6 de outubro de 2007

Substância na pimenta pode ajudar contra câncer da próstata

A substância que deixa a pimenta ardida também pode levar células de câncer de próstata ao suicídio, segundo uma pesquisa de cientistas do Cedars-Sinai Medical Center, nos Estados Unidos.

Testes mostraram que essa substância, chamada capsaicina, fez com que 80% das células de câncer de próstata iniciassem o processo que as leva à morte.

A pesquisa, que foi publicada no jornal Cancer Research, também constatou que os tumores tratados com capsaicina ficaram menores.

Especialistas em próstata da Grã-Bretanha dizem que a capsaicina pode ser a base de um futuro remédio, mas alertaram que o hábito de comer pimenta em exagero é associado à alta incidência de câncer de estômago.

Fonte: BBC

Dieta pode afetar saúde mental, segundo pesquisa

Mudanças de dieta nos últimos 50 anos podem estar relacionadas ao aumento de doenças mentais, de acordo com um estudo divulgado na Grã-Bretanha nesta segunda-feira.

Segundo o grupo ativista Sustain e a Fundação de Saúde Mental, que realizaram a pesquisa, a forma com que os alimentos passaram a ser produzidos, alterou o equilíbrio dos nutrientes mais importantes necessários na dieta alimentar.

Os britânicos também estão comendo menos alimentos frescos e mais açúcar e gorduras saturadas.

Os dois grupos responsáveis pela pesquisa afirmam que a mudança na dieta tem ligação com depressão e com problemas de memória, mas nutricionistas acreditam que o estudo não é conclusivo.

Fonte: BBC

Dieta sem carboidratos faz mal à saúde


As dietas com baixo consumo de carboidratos podem causar problemas graves de saúde, segundo médicos americanos.


Em um artigo publicado na revista científica Lancet, especialistas de Nova York descreveram o caso de uma mulher de 40 anos que seguia a dieta de Atkins, e acabou desenvolvendo um problema grave no sangue. A paciente recebeu tratamento em um hospital de Nova York e apresentava um quadro de obesidade. Ela seguia rigorosamente a dieta de Atkins para perder peso e havia tomado todas as precauções, como o consumo de vitaminas e outros suplementos.

A paciente chegou ao setor de emergência do hospital Lennox Hill em fevereiro de 2004, depois de queixar-se de dificuldades para respirar. Seu estado de saúde piorou e ela foi levada para o centro de terapia intensiva. Antes de ser internada, a paciente apresentou perda de apetite e sentia náuseas, vomitando de quatro a seis vezes por dia.


Exames confirmaram que a paciente estava com cetoacidose, um problema grave que ocorre quando os níveis de substâncias ácidas chamadas cetonas se acumulam no sangue.
Estas substâncias são produzidas quando os níveis de insulina caem devido à falta de alimentação ou diabetes.

Saudável


Médicos especialistas em saúde pública afirmaram no artigo publicado na Lancet que dietas com baixo consumo de carboidratos estão "longe do conceito de saudável". Uma porta-voz para a Fundação Atkins afirmou que a dieta não causa problemas de saúde como os descritos.
A dieta de Atkins sugere que é possível perder peso cortando o consumo de carboidratos.
No caso da paciente, os médicos concluíram que a dieta de Atkins era a causa principal do problema.


"Nossa paciente teve uma cetose causada pela dieta de Atkins e desenvolveu quadro grave de cetoacidose, possivelmente quando seu consumo oral estava comprometido devido a uma leve inflamação do pâncreas ou gastroenterite", escreveu o professor Klaus-Dieter Lessnau, que liderou a equipe da Faculdade de Medicina de Nova York. "Este problema poderá ser mais fácil de reconhecer, pois esta dieta está cada vez mais popular no mundo inteiro", acrescentou.


Durante um mês, antes de ser internada, a paciente teria consumido apenas carne, queijo e saladas, segundo os médicos, e fazia testes caseiros de urina duas vezes por dia.
Com a dieta, a paciente conseguiu emagrecer nove quilos. "Estas dietas aumentam a carga de proteína nos rins e alteram o equilíbrio ácido do corpo, que pode resultar em perda de minerais de depósitos nos ossos e comprometer a integridade óssea", disseram as médicas Lyn Steffen e Jennifer Nettleton, da Universidade de Minnesota e da Faculdade de Saúde Pública de Minneápolis, respectivamente.


A médica Abby Bloch, vice-presidente para programas e pesquisas na Fundação Robert C. Atkins, disse à BBC que a dieta não poderia ter causado o problema de saúde da paciente.
A médica afirmou que milhões de pessoas fazem dietas com baixo consumo de carboidratos sem apresentar problemas de saúde.

Bloch acrescentou que comentários "preocupantes" e "inadequados" foram feitos na revista Lancet a respeito de alegações sobre os efeitos colaterais de dietas com baixo consumo de carboidratos, que foram questionadas em muitos estudos.


Fonte: BBC